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Os líquidos - Bebe água suficiente

Pela Drª Cátia Salas Dias

Aquilo que bebemos, quando e quanto bebemos é tão importante como o que comemos para uma alimentação saudável. Todas as células vivas e orgãos precisam de água para funcionar. A água é a base dos fluídos do corpo, como o sangue e a linfa: lubrifica as articulações, é necessária para formar a base da saliva, proporciona uma almofada protectora para os tecidos do organismo e ajuda a eliminar os resíduos orgânicos resultantes da respiração, transpiração, urina e fezes.

         Podemos viver durante várias semanas sem comer, mas sem água morreríamos em poucos dias. Felizmente, a maior parte das pessoas tem sempre onde a ir buscar.

         A água simples, o leite desnatado, os sumos de fruta sem açúcar adicionado, algumas infusões inofensivas de plantas e infusões de frutos, são os líquidos mais benéficos. Enquanto as bebidas alcoólicas e as que contêm cafeína - chá, café e certas colas - podem ser prejudiciais bebidas em excesso, porque funcionam como diuréticos, fazendo com que os rins produzam mais urina do que habitualmente. Quanto às bebidas gaseificadas e açucaradas aumentam o açúcar na dieta alimentar, podendo provocar cárie dentária, aumento de peso, descontrolo da diabetes mellitus, entre outras.

         Para quem faz dieta, a cafeína e o uso de bebidas com cafeína, é algo simultaneamente bom ou mau, visto que além de queimar calorias, facilita também a libertação de insulina, o que faz com que o açúcar no sangue baixe, criando uma sensação de fome. Por isso, a cafeína só ajuda a perder peso se quem faz dieta for capaz de ignorar a vontade de comer que se segue.

         A Organização Mundial de Saúde recomenda que se deve beber pelo menos 8 copos de água por dia. Em média perde-se 1 a 2 litros de água diariamente e essa quantidade aumenta significativamente, chegando a 8 litros, através da transpiração durante períodos de esforço físico ou em regiões com climas muito quentes ou grandes altitudes. Estes exemplos são portanto situações em que devemos beber mais água, todavia em doentes especialmente com diarreia, vómitos, febre ou perdas significativas de sangue e na menopausa, com afrontamentos e suores nocturnos, também é essencial o seu consumo.

         Se o corpo não receber água suficiente, as funções que requerem a acção da água, como a diluição e evacuação das toxinas, fazem com que água seja tirada das células para obter o equilíbrio. Isto resulta da desidratação das células, que mirram e deixam de funcionar adequadamente.

         O corpo reage rapidamente à perda da água: se perdermos 1 % da água do corpo ficamos com sede, enquanto que casos extremos de desidratação podem provocar golpe de calor e até mesmo a morte.

         A sensação de sede é a maneira que o corpo tem de dizer que precisa de mais água. A boca seca é o resultado de o sangue se tornar excessivamente salgado e retirar humidade das glândulas salivares para repor o equilíbrio. Geralmente, 1 ou 2 copos de água são suficientes para que a pessoa deixe de sentir sede, mas podem não ser suficientes para impedir a desidratação. A sede é no entanto um sistema de alarme imperfeito, pois só se faz sentir quando a desidratação já teve início e pode deixar-se de ter sede antes de se ter bebido uma quantidade suficiente de água. Todavia, a sede excessiva também pode ser sinal de diabetes mellitus. Por isso é uma boa ideia beber a água suficiente para matar a sede e em seguida mais um a dois copos.

         A expressão que vem do latim “salus per aqua”, que trocado por miúdos, significa “saúde através da água” ou simplesmente água ao serviço do corpo, logo há que consumi-la de forma inteligente…estes conselhos são tão fáceis de seguir, não exige sacrifícios nem esforço, logo é fácil de adoptar o consumo de água.

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